Você já pensou em se desligar por alguns minutos do que estava fazendo para se conectar a uma realidade futura? Você já imaginou se pudesse voltar no tempo em que podia realmente ter optado por outros caminhos diferentes do que os te trouxeram até onde você está hoje?Você já parou para pensar o que te faria feliz todos os dias? Como seria fazer o que ama?

Fazer o que ama

Se você não sabe ainda o que ama (como descobrir o que eu amo fazer?), livre-se de rótulos e não pense em retorno financeiro, foque primeiro em saber o que você ama. O retorno financeiro virá como consequência da sua energia depositada nele. Ele virá porque você desenhou o seu modelo de atuação para atender as suas necessidades, as necessidades daquele sonho, daquilo que você realmente deseja.

Hoje já temos um grande número de pessoas que chutaram o balde e correram  atrás da verdadeira felicidade para ir atrás do que realmente amam. Alguns pedem o desligamento, outros decidem largar tudo, alguns decidem dar a volta ao mundo, alguns vão viver um ano sabático para descobrir, ou passar um tempo em outro lugar, outros optam por abrir um novo negócio, mudar de área de atuação, se arriscar em um novo projeto ou qualquer coisa que faça algum sentido aos olhos deles.

Mas a grande maioria ainda é paralisada pelo medo e opta (mesmo que inconscientemente) por se manter no que está ilusoriamente confortável.

Antes de olhar o medo como algo negativo, precisamos abraçar o medo. Ir com medo. Ir mesmo assim. Ir acima de tudo. O lugar do medo é ao seu lado, como um acompanhante e não como uma pedra que te paralisa. Precisamos focar no que temos a ganhar quando (e se) deixarmos o medo de lado.

Claro que correr atrás dos seus sonhos significa que você terá que se abdicar de algumas coisas no meio do caminho.

Nem tudo são flores. Sim, muitas vezes você terá que se sacrificar de algumas coisas, você terá que gastar menos dinheiro com roupas e restaurantes ou qualquer outro item similar, você terá que elencar suas prioridades. E é aí que muitos desistem.

Já cheguei a ouvir: “eu quero trabalhar com o que eu amo, pois não aguento mais trabalhar das 09:00 às 18:00″. Pura ilusão, você vai continuar trabalhando muito e até mais do que antes. A diferença é que quando você trabalha com prazer, você entra em estado de flow (fluxo), ao qual você está mergulhado de cabeça no que está fazendo. Sabe quando as horas passam voando? (nós mesmos já chegamos a ficar 09 horas trabalhando com ideias a mil e quando vimos já eram 07h da manhã e ainda não tínhamos ido dormir).

A questão é trabalhar sem ao menos perceber que você está trabalhando.  E isso só acontece se você realmente gosta do que faz, se você se entrega para o trabalho. Li uma vez que quando você ama o seu trabalho, é como descascar uma cebola. Há sempre mais camadas para descobrir, percorrer e explorar. E essa é a graça. Quando você não se sente plena em seu trabalho também é como descascar uma cebola – mas, nesse caso, tudo que você encontra enquanto descasca são lágrimas.

E você? O quanto está disposto em abrir mão do confortável para trafegar pelo desconfortável até chegar onde realmente gostaria de estar?

O quanto está disposto em abdicar de alguns finais de semanas? O quanto está disposto a fazer mudanças de dentro para fora? O quanto você quer mesmo fazer o que ama?

Thiago Campos é jornalista. Lívia Duccini é psicóloga. Sonhadores e curiosos, são apaixonados por viagens, gastronomia, escrever e pela simplicidade dos pequenos momentos. Acreditam em um mundo melhor, onde as pessoas possam trabalhar com o que amam e realizar os seus sonhos.
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