Os momentos de dificuldades normalmente são desconfortáveis e preocupantes. Quando nos damos conta, nos vemos tomados de ansiedade, temor, insegurança. Tudo isso porque pensamos constantemente no medo. Pensamos no que pode dar errado, no que pode frustrar nossos planos. Mas ficar com os pés plantados no “lado negro da força” só causa mais angústia e pavor. Lutemos contra nossos monstros internos para fazer prevalecer a vontade e ESPERANÇA. Você é do tamanho da sua vontade.

Foto 03 - Você é do tamanho da sua vontade

Não como quem senta e espera por algo melhor, mas como quem faz tudo o que estiver ao alcance, sem deixar de acreditar que a colheita virá a seu tempo. Saber AGUARDAR. Somos todos imediatistas, queremos resultados precisos e ligeiros. Esquecemos que cada coisa tem seu momento propício para despertar. Só precisamos nos manter em constante movimento, sem nunca deixar de tentar.

Confesso que por vezes torna-se irresistível a ideia de calcular previamente as rotas da vida, mas como isso seria possível se viver é um eterno “não saber o que me espera na próxima curva?”. Há sofrimento quando não compreendemos que por mais que a gente se organize, a vida tem um jeito próprio de funcionar e de ditar o ritmo, independente do esforço que façamos para manter as coisas sob controle.

Todos os dias, quando você sai do trabalho, desconhece o que pode acontecer dali para frente e, mesmo assim, você diz para o pessoal: até amanhã! Falamos de algo que não conhecemos. Não sabemos como será o amanhã e se ele haverá de chegar. Nós agimos apesar do desconhecido. Nós agimos apesar da falta de garantias. Nós agimos porque a única coisa que nos permite chegar a um resultado – qualquer resultado – é a ação.

Pessoas que têm aversão pelo novo, que têm medo do que podem descobrir das experiências boas e ruins que a existência pode lhes proporcionar, são pessoas, muitas vezes, calcadas na crença de que o lugar comum, “o velho conhecido”, é seguro. E há um “quê” de perversão por trás dessa segurança, que leva o indivíduo à sua zona de conforto. Aquele se conforma com as coisas do jeito como estão; que não se nutre da criatividade nem se vê capaz de transformar antigos costumes e crenças em novas formas de ser e estar no mundo.

Em algumas palavras: não importa o que você faça, viver jamais será uma viagem segura, por mais que você tenha vontade de mudar a sua realidade. Podemos nos precaver de todas as formas e, mesmo assim, não estaremos imunes a quaisquer tipos de surpresas. Portanto, busque dentro de você o sentimento que te conduza à sensação de uma vida bem vivida. E uma vida bem vivida não se baseia nos sucessos que obteve ao longo da estrada, mas de todas as vivências que te possibilitaram chegar até aqui, desenhando sua própria trajetória. Como diria um certo Dalai Lama: “Os homens vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.”

Psicóloga Clínica, eterna aprendiz e colaboradora do Zona De Desconforto. Acredita que uma vida bem vivida está mais de acordo com aquilo que se é do que com aquilo que se tem. Não dispensa um abraço apertado e um cafuné demorado. Sabe que viver é tarefa pra quem está disposto.
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