“A vida é o que acontece quando você está fazendo outros planos” John Lennon.

Houve momentos na minha vida em que eu acreditava que toda a minha felicidade girava em torno de quão ocupada eu estava. Se eu estava ocupada, eu era útil. Se eu estava ocupada, eu estava provando a mim mesma que eu era valiosa. Se eu estava ocupada, eu estava criando a possibilidade de ter uma vida melhor no futuro. Qualquer ameaça a minha produtividade era uma ameaça a minha sensação de esperança.

Mas a questão é que estar ocupada não fazia eu me sentir feliz, mas aquilo criava a ilusão de que eu estava de alguma forma construindo a base para o sentimento de que algum dia, de alguma forma, eu poderia finalmente desacelerar e me sentir livre.

Ocupados

Somos multitarefa, mesmo quando isso significa não estarmos exatamente em uma atividade que gostamos e talvez até mesmo nos sentindo culpados por espaços de tempo não planejados em nossa agenda.

A ironia em nossa tendência de fazer mais para sermos mais é que a eficiência não necessariamente garante a eficácia. Completar os itens da sua lista de tarefas não quer dizer necessariamente que tudo foi bem feito. Fazer mais não é um indicador confiável para medir sua repercussão. Na verdade, colocar cada vez mais coisas em nosso dia, geralmente diminui nossa habilidade de sermos eficazes em cada situação. O que faria um dia mais valioso para suas intenções: vinte ações feitas que te deixaram meio metro mais perto da direção das mudanças que você gostaria de ver ou cinco ações te deixaram 10 metros mais perto de onde gostaria de estar?

Nossa obsessão por produtividade é, em parte, reflexo de nossas crenças. Nós pensamos que devemos trabalhar mais e mais tempo do que a maioria, encher ou apertar cada vez mais nosso dia do que as outras pessoas. Esta percepção transforma o presente em algo que suportamos em vez de algo que realmente apreciamos.

Na realidade, nosso trabalho não tem que ser tão doloroso ao ponto que não possamos escapar dele. Se seguirmos nossa felicidade, nós poderemos encher nossos dias com um trabalho que nos expanda, nos evolua, preencha, e que dote nossa vida com um nível de abundância significativo e completamente novo. E o termo: “dinheiro traz felicidade”, na verdade só funciona se você já for feliz.

Pegue minha amiga como exemplo: Ela é uma pessoa adorável que infelizmente usa seu tempo concentrando-se em tudo o que ela não tem na vida. Ela comenta com freqüência: “Eu ficaria mais feliz se eu não tivesse que trabalhar”, ou “eu seria mais feliz se eu não tivesse contas a pagar”, ou “eu seria mais feliz se eu tivesse meu próprio negócio”.

Ela perde tempo tentando criar um mundo que aceite que ela relaxe e respire, mas é provável que se ela se encontrasse nessas condições, ela não teria ideia de como apreciar tudo isso e por que não se concentrar no que poderia elevar a felicidade dela? Contrário a sabedoria convencional, pesquisas sugerem que felicidade leva ao sucesso, não o caminho inverso, isso significa que seria benéfico mudar nosso foco de obter uma felicidade futura para ter acesso a uma felicidade agora mesmo.

Pense sobre como nós experimentamos a vida quando nos focamos em fazer as coisas acontecerem, Quando você concentra toda a sua energia em completar uma tarefa, quantos destes trabalhos você experimenta realmente? Quanta alegria você deriva de uma atividade que você vê como um obstáculo entre onde você está e onde você gostaria de estar? Quando envolvemos nossos dias ao redor das coisas que nos temos que fazer, nós deixamos um muito pouco tempo para as coisas que nós queremos fazer. Felicidade exige equilíbrio.

Nós precisamos de tempo com as pessoas que amamos. Nós precisamos de espaço para fazer as coisas que gostamos sem nenhuma outra programação além de se divertir. Nós precisamos de oportunidades para desligar nossas mentes e experimentar o mundo com a curiosidade e admiração de uma criança. Mas para isso, precisaríamos modelar nossos negócios e formas de ver a vida. Não podemos estar ocupados o tempo todo com coisas que não nos fazem felizes.

Nós todos podemos criar a nossa realidade, não apenas com um “meio”, mas com um “final” também. E para isso precisamos fazer importantes perguntas quanto ao nosso esforço em apoiar nossas verdadeiras intenções:

- O que você realmente quer realizar?

- O que você pode fazer hoje para apoiar suas paixões mais profundas?

- Se você soubesse que seus dias estão contados, quanto tempo você gostaria de dedicar para atividades que em nada tem a ver com esforço e conquistas?

- Nossos dias estão contados, então, por que não começar a ter este tipo de equilíbrio desde já?

Todos nós precisamos decidir por nós mesmos com que o nosso sonho realmente se parece ou aonde você quer chegar. Parte disso, você terá que trabalhar para alcançar, e parte disso você terá que se ajustar ao que você já tem. Pensar sobre o que é que você está realmente buscando e o qual pode ser o melhor caminho a seguir. Então entender que às vezes, fazer menos pode na verdade pavimentar o caminho para experimentar mais – mais satisfação, mais conforto, e até mesmo mais eficácia.

Lori Deschene é americana de Revere, cidade localizada no condado de Suffolk, estado de Massachusetts, nos Estados Unidos. É fundadora do site Tiny Buddha e autora da série de eBooks Tiny Sabedoria, Guia Tiny Buddha do Amor Próprio e Tiny Buddha: Sabedoria Simples para Perguntas Difíceis da Vida. Também é co-fundadora do site Recrie a Sua História de Vida e criadora do eCourse que ajuda você a mudar a sua vida. Acredita que a busca pela felicidade tem que ser primordial na vida de qualquer pessoa.
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