“Seja a mudança que você quer ver no mundo” - (Dalai Lama). Essa frase mostra o quanto depende de nós a realização de tudo o que chega ao nosso pensamento. As pessoas nos dão razões para não fazer algo, há milhares, mas só você é capaz de avaliar o quanto deseja e, de fato, pode mudar o mundo. E quando eu digo mudar o mundo, não me refiro a algo megalomaníaco, pois há formas infinitas de agir, não precisando tomar a frase em seu sentido literal.

A corrente do bem

Eu posso mudar o mundo de uma pessoa que sofre pela perda de um ente querido quando resolvo lhe fazer uma visita. Eu mudo o mundo de uma pessoa que tem fome quando lhe ofereço o que comer. Eu mudo o mundo de uma pessoa que tem frio quando lhe dou um agasalho. Eu mudo o mundo de uma pessoa que se alegra em receber um simples abraço.

Há muitas formas de mudar o mundo sem precisar atravessar continentes. E quando realmente paramos para refletir a respeito, vemos o quanto é possível fazer por alguém. Penso que se nos sentimos hesitantes em ajudar é porque temos a pretensão de aguardar por condições perfeitas, tais como, “gostaria muito de contribuir, mas não tenho nem para mim”, especialmente quando a temática envolve dinheiro.

Ora, há muitos conflitos acontecendo lá fora que não necessitam do dinheiro para serem superados. São de ordens distintas. De que adianta dinheiro se o que a pessoa precisa é de afeto? Uma coisa não compra a outra uma vez que não pertencem à mesma natureza. Dê ao dinheiro o lugar que lhe cabe e ali ele permanecerá.

Estamos todos envolvidos em correntes, ainda que não percebamos. Tantas vezes você faz por alguém sem saber que está fazendo. Outras, recebe de pessoas e se preocupa em retribuir. Então elas lhe dizem: “faça por alguém que necessite. Se fiz por você é porque tive condições.” Estas não se preocupam que você “devolva” o que lhe deram, como se tivesse criado uma dívida para com elas. São pessoas que reconhecem que outras também já fizeram muito por elas e é assim que a vida vai dando certo.

Para finalizar a nossa corrente do bem, fica como reflexão a bela mensagem deixada pelo “pequeno grande” Trevor, do filme A Corrente do Bem: “Eu sei lá, acho que certas pessoas têm muito medo de achar que as coisas podem ser diferentes e, quer dizer… o mundo não é exatamente uma bosta, mas acho que é difícil. Certas pessoas estão muito acostumadas às coisas como elas são, mesmo ruins, pra mudar. Aí elas desistem. E quando desistem, todo mundo….todos perdem. Tem que olhar todas as pessoas, ficar de olho nelas, protegê-las porque nem sempre elas sabem do que precisam…”

Psicóloga Clínica, eterna aprendiz e colaboradora do Zona De Desconforto. Acredita que uma vida bem vivida está mais de acordo com aquilo que se é do que com aquilo que se tem. Não dispensa um abraço apertado e um cafuné demorado. Sabe que viver é tarefa pra quem está disposto.
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